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Tendências de mercado: o que sua empresa precisa saber sobre o futuro do trabalho

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Querer prever o futuro faz parte da história da humanidade, o homem sempre tentou adivinhar o amanhã. Nós temos uma ânsia em saber o que nos aguarda para os próximos tempos, meses e dias – e claro, as transformações que estão acontecendo neste exato momento. Já que algumas previsões são um tanto quanto ousadas e costumam não se concretizar, o RunRun propôs algumas tendências de mercado realistas, mostrando estudos e opiniões de especialistas. Não fique preocupado, o futuro do trabalho parece promissor e mais igualitário.

Confira abaixo as tendências de mercado e quem não acompanhá-las pode ficar para trás.

NOVA RELAÇÃO COM O TRABALHO

Ambientes remotos e home office produtivo

A cada ano mais empresas estão escolhendo diminuir ou extinguir o escritório e formar equipes remotas, criando escritórios virtuais que permitem que trabalhadores fisicamente distantes se juntem.

Para uma startup, por exemplo, uma equipe remota pode ser especialmente benéfica. Reduz a sobrecarga da empresa, mantém o horário flexível e ajuda a recrutar os melhores talentos possíveis. Segundo este artigo do Entrepreneur, equipes remotas também são mais baratas e mais rápidas para começar e ganhar impulso. De qualquer forma, é preciso ter atenção às implicações trabalhistas no Brasil, que ainda não são moldadas a este modelo de trabalho.

Mas existem três princípios fundamentais para administrar um negócio remoto: comunicação, confiança e cultura. Você terá que definir padrões claros para cada um desses aspectos logo no início para que sua empresa possa operar sem problemas. Resumindo:

  1. Comunicação:
    Sem comunicação consistente, uma equipe remota não funciona. Cada colaborador precisa entender suas responsabilidades e prazos, e todos precisam estar regularmente em contato uns com os outros.
  2. Confiança:
    Quando existe dependência entre as equipes, é preciso garantir que todos estejam motivados e sejam transparentes em suas ações. Disciplina, unidade e organização são três características vitais. Afinal, você não será capaz de olhar sobre os ombros de seus funcionários, então é preciso confiar que eles saibam como fazer autogestão.
  3. Cultura de empresa:
    Ainda que as pessoas trabalhem em sistema de home office, você terá que criar e manter uma cultura organizacional da sua empresa. Para uma equipe remota, cultura significa trabalhar em direção a um objetivo comum muito claro. Por isso, tenha um propósito definido e fortaleça os relacionamentos diariamente. Incentive a colaboração e a troca de ideias entre os funcionários, fazendo com que uns ensinem aos outros.

Algumas empresas já flexibilizaram seus horários para melhorar a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores. Então, um passo adiante seria adotar o home office.

Propósito

Atrair e reter talentos sempre foi um desafio na gestão de pessoas. Daqui pra frente, as empresas precisarão, mais do que nunca, entender o seu propósito. O estudo Millennial Survey, publicado anualmente pela Deloitte, aponta que para seis em 10 millennials o sentido de missão faz parte da razão que os levou a escolher a empresa na qual trabalham atualmente. Entre os millennials que são usuários assíduos das ferramentas de social networking (os millennials “super conectados”), há um foco ainda maior no propósito das empresas. Cerca de 77% dos jovens deste grupo revela que o propósito da empresa foi uma das razões para a terem escolhido.

AUTOMAÇÃO

Sem medo dos robôs

Em 20 anos, vamos perder mais da metade dos nossos empregos para robôs. A inteligência artificial poderá acrescentar muito ao trabalho administrativo e outras áreas da empresa. Devido ao aumento dos custos com saúde, o desejo de aumentar o valor de mercado da organização com menos despesas, o aumento do uso da robótica e a necessidade de um escritório mais modernizado, os empregadores não terão escolha: precisarão reforçar a informatização, em detrimento de seus colaboradores.

A McKinsey aponta que a inteligência artificial poderá nos substituir em atividades potencialmente perigosas, que exigem extrema precisão ou repetição, de coleta e o processamento de uma quantidade muito grande de dados, por exemplo.

Portanto, quem trabalha na FedEx – ou em qualquer empresa de logística – pode estar um pouco preocupado com o futuro do trabalho. Esta matéria da MIT Technology Review relata que a empresa está investindo em inteligência artificial, caminhões semi-autônomos e até mesmo robôs para realizar as entregas. Nessa mesma linha, a Amazon já apresentou o Prime Air – um sistema de entrega projetado para entregar pacotes para os clientes em 30 minutos ou menos usando drones.

A logística envolve muitos processos repetitivos (e maduros) e por isso tão logo deve passar por essa transformação. Mas o que será dos profissionais que atuam em áreas como essa? O que devem fazer? Aprender novas habilidades? O que pode perdurar antes da próxima onda de automação? Segundo este artigo do site Fast Company, especialistas apontam para a necessidade de habilidades que os robôs não têm, incluindo a empatia, a capacidade de trabalhar em equipe, destreza manual e pensamento crítico.

Para identificar mais a fundo as vantagens humanas em relação aos robôs, softwares vão rastrear as mudanças no trabalho, mostrando habilidades necessárias para cada função e capacidades que podem ser úteis em todas as indústrias e atividades. Esse tipo de serviço poderá ajudar também os governos nas suas políticas de educação, possibilitando aperfeiçoar cursos profissionalizantes. A tecnologia, portanto, vai otimizar o nosso tempo e dinheiro.

Habilidades esperadas para 2020

Compilamos as capacidades esperadas pelo mercado para 2020 – data que parece distante, mas que se aproxima em uma velocidade incontrolável.

  • Inteligência social: Capacidade de conectar-se aos outros, de sentir e estimular reações.
  • Alfabetização transcultural: Habilidade para operar em diferentes contextos culturais e entender conceitos em várias disciplinas.
  • Pensamento analítico: Entendimento do raciocínio baseado em dados e conhecimento de ferramentas que auxiliam nessas análises.
  • Pensamento crítico: Uso da lógica e da racionalização para identificar forças e fraquezas de soluções alternativas, conclusões e abordagens a problemas.
  • Gerenciamento de informações: Saber discernir e filtrar informações importantes e entender como maximizar funções cognitivas.
  • Inteligência emocional: A inteligência artificial ainda passa longe de aspectos de gestão emocional. Então quem tiver essa capacidade de controlar situações complexas sairá na frente.
  • Mentalidade de solucionador: Capacidade de desenvolver tarefas e processos de trabalho para os resultados desejados.
  • Colaboração virtual: Habilidade de trabalhar de forma produtiva e engajada independentemente da plataforma.
  • Gerenciamento do tempo: Capacidade de fazer a autogestão e ser produtivo em suas atividades.
  • Orientação para servir: Empatia e vontade de ajudar os outros.
  • Negociação: Habilidades de negociação e conciliação de diferenças são importantes para todos os profissionais.

DIVERSIDADE

Reunir pessoas de origens, repertórios e vivências diferentes

Inúmeros estudos mostram que estruturar equipes com profissionais de diferentes origens e culturas ajuda a alcançar mais vendas, mais clientes e mais lucro. Atuar em grupos diversificados desafia as formas tradicionais de pensar e refina o desempenho do cérebro.

Em 2015, a McKinsey avaliou 366 organizações públicas de vários países e constatou que aquelas que apresentavam a maior diversidade étnica e racial em posições de gestão eram 35% mais propensas a obter retorno financeiro acima da média de seu ramo. Incrível, não?

Mais mulheres em cargos de alta gerência

Uma pesquisa do MSCI ESG divulgada em 2015 indica que as empresas com forte representação feminina nos conselhos geraram um retorno sobre o patrimônio líquido de 10,1% ao ano, contra 7,4% daqueles que não têm mulheres no conselho. Ainda assim, vemos pouca diversidade em cargos de alta gerência.

A Egon Zehnder, empresa de pesquisa, também estuda esse progresso (ou falta de) nos últimos 12 anos. Sua mais recente análise revela que isso está mudando. Em 2016, por exemplo, quase 19% dos assentos nos conselhos de administração das maiores empresas do mundo eram de mulheres. Isso representa um aumento de quase 5% desde 2012. Mas os dados também revelam que a maioria (77%) dos países, entre os 44 estudados, não têm um mínimo de três mulheres por conselho, incluindo o Brasil.

Os analistas observam que a diversidade é muitas vezes conduzida pela presença de uma mulher na diretoria. “Quando a diversidade é uma prioridade na parte superior, ela se espalhará para a representação da diretoria, comportamento da diretoria e mentalidade geral”, diz o relatório. Os países que mais avançaram nesse fator, não surpreendentemente, têm o maior número de mulheres CEOs e CFOs, como a Suécia, Noruega e Itália. Isso se deve, principalmente, aos sistemas de cotas para mulheres.

Em 2003, a Noruega aprovou uma lei que exige que as empresas de capital aberto tenham pelo menos 40% de mulheres em seus conselhos. Empresas italianas e francesas também foram transformados por essa reserva de vagas imposta pelo governo. Desde 2011, as empresas italianas aumentaram sua representação feminina de 8% para 32%. Na França, a mudança passou de 21% para 38%. A Noruega foi a primeira a introduzir esse sistema, em 2003.

Para acontecer uma evolução no atual quadro, é necessário criar uma cultura em que a diversidade seja priorizada. Por isso, a adoção de medidas como a das cotas pode ser um caminho para que nos próximos anos as salas de diretoria comecem a ser ocupadas de forma mais igualitária.

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Fonte: RunRun