terça-feira, junho 18, 2019
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Brasil é o terceiro país mais complexo para fazer negócios

Brasil é o terceiro país mais complexo para fazer negócios

Consolidar uma empresa no Brasil tornou-se complexo e cansativo para muitos empresários nacionais. Segundo o estudo da Global Business Complexity Index, o Brasil é o terceiro pior lugar do mundo para fazer negócios.

O estudo consultou 7,8 mil especialistas em 80 países e colocou o Brasil em terceiro lugar com uma complexibilidade de 81%. O primeiro lugar ficou para a Grécia (84%) e o segundo para a Indonésia (82%).

O relatório apontou que a legislação no Brasil não é clara e há um grau de incerteza sobre práticas aceitáveis, mesmo dentro do governo. “A complexibilidade do Brasil é impulsionada por três fatores: regulamentação tributária ineficiente, complexo código trabalhista e sindicatos com influência significativa”, diz o relatório.

Para alguns especialistas, as reformas trabalhistas trouxeram algum alívio para os empresários, com mais flexibilidade da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas ainda existe um peso sobre a folha de pagamento das empresas nacionais. Segundo pesquisas, o Brasil tem hoje um recorde mundial de processos trabalhistas, dificultando o dia a dia dos profissionais brasileiros.

Outro problema que influencia na complexidade das tributações do Brasil é a distribuição do poder e atribuições. Separado em federal, estadual e municipal e mais 5 mil municípios, cada um com seu conjunto de regras e processos, possibilitando o não entendimento das informações.

Impostos

Para Rodrigo Zambon, diretor sub-regional do Grupo TMF, “um empresário que instala uma empresa no Brasil é forçado a pagar impostos a três diferentes esferas de governo, o que torna a contabilidade das empresas muito complexa e cara”, diz Zambon. “Vemos empresas com os mesmos modelos de negócios, operando na mesma localidade, mas sendo tratadas de maneira diferente em termos de impostos. Além disso, há a chamada guerra fiscal, em que municípios e estados da Federação competem por incentivos fiscais” completa.

Para ter sucesso no Brasil, é essencial ter um parceiro local com experiência em operar dentro da complexa estrutura de negócios do país. Possuir parceiros que acompanham diariamente as mudanças e exigências do governo, ajuda o empresário a desenvolver processos mais completos e adequados a realidade do país.  

A boa notícia é que parece haver uma disposição do governo em alterar esse cenário. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já declarou que, depois da reforma da Previdência, a prioridade número um será a reforma tributária. Um dos pontos essenciais do projeto é a simplificação dos tributos. Se as mudanças, de fato, vierem, é provável que, nas edições futuras de rankings de competitividade, o Brasil consiga subir alguns degraus.

Fonte: Correio Braziliense

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